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Dona Leitura - livros e devaneios

Este sítio na vasta internet pretende ser uma partilha das minhas opiniões, sinceras mas polidas, sem qualquer rigor de qualquer espécie, sobre os livros que vou lendo e também outras divagações.

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Este sítio na vasta internet pretende ser uma partilha das minhas opiniões, sinceras mas polidas, sem qualquer rigor de qualquer espécie, sobre os livros que vou lendo e também outras divagações.

16.01.26

2025 em livros


Dona Leitura

Ao recordar os livros que li em 2025, percebo que nenhum me arrebatou. Ainda assim, o saldo é francamente positivo, mas não posso ignorar que li muito lixo e isso arruinou as hipóteses de ler mais obras fantásticas e de talvez, encontrar o tal. 

Neste balanço existem apenas cinco livros de autores portugueses, seis em língua portuguesa. "Laços de família" já foi lido em 2024, mas apenas opinado em 2025, deixo-o de fora da matemática, apenas desabafo o desalento de em 2026 não ler Clarice Lispector devido ao desafio auto-imposto.

Nove autores europeus, excluindo os portugueses, e apenas, somente, dois dos meus queridos sul-americanos, que adorei, claro.

Li alguns livros da berra, e foram esses mesmos os que menos gostei, sendo que a lista dos piores livros é encabeçada pelo "Expresso Tóquio" um completo desperdício de tempo. Valérrine Perriene continua a agradar as massas, mas a mim não, levando o desmérito do 2º pior livro lido em 2025 com "Querida Tia".

Enalteço "Madame Bovary" ,surpreendeu-me pela frescura apesar da idade, e "A Casa Holandesa" pela simplicidade quotidiana ser uma ode à normalidade. Foram verdadeiros prazeres, assim como "Caruncho", mesmo no fim do ano, um livro fora da caixa, original e uma leitura desconfortável.

Cinco prémios Nobel constam das leituras de 2025, mas apenas o já conhecido Llosa me encheu as medidas, não obstante, não desisto de Ernaux, agora só em 2027.

Deixo a lista de livros lidos, cronologicamente organizada e uma palavra de (des) incentivo.

  1. A Tia Júlia e o Escrevedor de Mário Vargas Llosa, 1977 - fabuloso
  2. Coração ao vento... Alma ao sentimento de António Barreiros, 2024 -para quem aprecia autobiografias
  3. Laços de família de Clarice Lispector, 1960 - extraordinário
  4. Filho da Mãe, de Hugo Gonçalves, 2019 - emotivo
  5. O outro nome, Jon Fosse, 2019 - denso
  6. Descansos de Susana Amaro Velho, 2024 - evidente
  7. Balada para Sophie de Filipe Melo e Juan Cavia, 2021 - nada de novo
  8. Querida Tia de Valérie Perrin, 2024 - miscelânea
  9. Canção Doce de Leïla Slimani, 2019 - pesado
  10. Beloved de Toni Morrison, 1987 - desconcertante
  11. Madame Bovary de Gustave Flauvert, 1857 - universal
  12. O Acontecimento de Annie Ernaux, 2000 - cru
  13. A Vida Mentirosa Dos Adultos de Elena Ferrante, 2019 - a hipocrisia da vida adulta
  14. Conduz o Teu Arado Sobre os Ossos dos Mortos de Olga Tokarczuk, 2009 - fábula negra distorcida
  15. as histórias que nos matam de Maria Isaac, 2025 - sobre resiliência
  16. A Casa Holandesa de Ann Patchett, 2019 - a beleza da simplicidade
  17. A Sonata de Kreutzer de Lev Tolstói, 1889 - intemporal
  18. Tóquio Express de Seichō Matsumoto, 1958 - amador
  19. A Natureza da Mordida de Carla Madeira, 2018 - poético
  20. Caruncho de Layla Martínez, 2021 - assombroso

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